Agente etiológico da Hanseníase:
Mycobacterium Leprae, um bacilo álcool-ácido-resistente (Bacilo de
Hansen) Bacilo Gram Positivo.
Transmissão da Hanseníase:
Aérea – alta infectividade, baixa patogenicidade
Período de incubação:
2 a 7 anos .Média de 5 anos .
Alvo preferencial do bacilo de Hansen :
Pele e nervos periféricos.
Formas de apresentação da Hanseníase:(4)
Lesões cutâneas típicas nas 4 formas de apresentação da Hanseníase:
O que é a reação de Mitsuda e qual o seu significado clínico quando positivo ?
A reação de Mitsuda é um teste de pele usado para avaliar a imunidade celular em pacientes suspeitos de terem Hanseníase. O teste envolve a injeção intradérmica de antígenos do bacilo da Hanseníase e a avaliação da resposta após algumas semanas. Um resultado positivo, caracterizado por uma reação inflamatória no local da injeção, indica uma boa capacidade imunológica do corpo para combater a doença, comumente associada a formas mais leves da Hanseníase.Atualmente está em desuso .Costuma ser positivo na forma Tuberculóide (Resposta celular) e Negativa na forma Virchowiana (Resposta humoral ).
História natural (Evolução) da Hanseníase:
A forma indeterminada da Hanseníase pode evoluir para cura espontânea.
Verdadeiro ou falso?
Verdadeiro. A forma indeterminada da Hanseníase é a forma mais leve e inicial da doença. Nesta fase, as lesões são poucas e pouco definidas, e há a possibilidade de cura espontânea sem tratamento, especialmente se o sistema imunológico da pessoa conseguir combater eficazmente a infecção pelo Mycobacterium leprae.
A imunidade capaz de controlar a Hanseníase é a —————( Celular, Humoral).
Celular.
A imunidade celular é essencial para controlar a Hanseníase, pois envolve células T e macrófagos que identificam e atacam o Mycobacterium leprae. Essa resposta imune direciona a destruição do patógeno ou sua contenção, prevenindo a progressão da doença para formas mais severas. A imunidade humoral, por outro lado, é menos efetiva contra a Hanseníase, já que a doença envolve principalmente a infecção intracelular.
Apresentação da forma tuberculoide (paucibacilar):
Apresentação da forma Virchowiana :
Hanseníase Paucibacilar X Hanseníase Multibacilar:
Como é feito o diagnóstico da Hanseníase?
Diagnóstico da Hanseníase – é Clínico!
Critérios (pelo menos 1 necessário):
- Lesão de pele com alteração de sensibilidade: Maior alteração na sensibilidade térmica, seguida pela dolorosa e tátil.
- Acometimento de nervo periférico: Inclui espessamento visível e neuropatia.
- Baciloscopia positiva: Principalmente em lóbulos auriculares, cotovelos e diretamente na lesão.
Tratamento da Hanseníase:
Tratamento para Hanseníase:
Qual é o teste que se deve solicitar para a Hanseníase multibacilar e quais são as especificações para a administração dos medicamentos sob supervisão?
Nota: Gravidez e HIV não alteram o esquema de tratamento.
A presença de reações hansênicas devem interromper o tratamento imediatamente.
Verdadeiro ou falso?
Falso. A presença de reações hansênicas não deve interromper o tratamento da Hanseníase. Essas reações são tratadas concomitantemente com medicamentos específicos para a inflamação, como corticosteroides(reação tipo 1) ou Talidomida (reação tipo 2) e sem a necessidade de parar o tratamento antimicrobiano principal para a Hanseníase.
Reação Hansênica TIPO 1 / REAÇÃO REVERSA:
TIPO 1 / REAÇÃO REVERSA
Reação Hansênica TIPO 2 / ERITEMA NODOSO:
TIPO 2 / ERITEMA NODOSO
Detalhes reações Hansênicas:
Características da recidiva da Hanseníase:
Definição dos graus de incapacidade na Hanseníase:
Quadro comparativo do grau de risco do pé diabético:
Aplicação da BCG em contatos de Hanseníase: