CIPE Flashcards

(153 cards)

1
Q

Qual a principal causa de HDB em RNs?

A

A retite inflamatória reacional por intolerância ao leite de vaca ou proteínas consumidas pela mãe.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
2
Q

Qual a principal causa de HDA em RNs?

A

Gastrite e erosões hemorrágicas (sepse, HIC, CC).

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
3
Q

O que é o cisto dermoide? Qual sua localização?

A

É um remanescente ectodérmico localizado no SC principalmente na borda superior da órbita. É incomum localização cervical, porém quando ocorre, é na linha média (ddx com cisto do ducto tireoglosso).

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
4
Q

Qual o EF do cisto dermoide? E o TTO?

A

EF: massa palpável endurecida e móvel à deglutição (se cervical).
TTO: ressecção completa.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
5
Q

O que é o higroma cístico? Qual sua localização?

A

Má-formação linfática não ocorrendo comunicação da rede linfática com o sistema venoso (obstrução). A principal localização é cervical posterior.
Outras regiões: axilar, inguinal, mediastinal.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
6
Q

Qual o QC do higroma cístico?

A

Lesão cística, multiloculada, elástica e com transiluminacao positiva. Pode exercer efeito de massa

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
7
Q

Como dx e tratar o higroma cístico?

A

DX: clínico. Se dúvida: USG (pref), TC ou RNM.
TTO: ressecção cirúrgica + ligadura dos vasos linfáticos. Se a lesão for muito grande e com relação com estruturas adjecentes, pode-se fazer esclerose com BLEOMICINA (evitar mutilação).

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
8
Q

O que é e qual a importância do cisto do ducto tireoglosso?

A

É a massa mediana cervical mais comum na criança, sendo a persistência do ducto tireoglosso com a formação de um cisto). Pode surgir em qualquer idade.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
9
Q

Qual o QC do cisto tireoglosso?

A

Massa cervical indolor na linha mediana podendo ser encontrada em qualquer ponto do trajeto, sendo mais comum abaixo do hioide. Móvel com a deglutição e protrusão da língua. Seu volume pode aumentar com o tempo.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
10
Q

Quais as possíveis complicações do cisto tireoglosso?

A

Infecção (pode formar fístulas com a pele), pequeno potencial de malignidade.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
11
Q

Como dx e qual o tto do ducto tireoglosso?

A

DX: clínico. Se dúvida: TC ou USG.
TTO: ressecção do cisto e do ducto tireoglosso, além da porção mediana no hioide (cirurgia de Sistrunk!!!).

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
12
Q

O que são os cistos branquiais? Qual o principal acometido por malf?

A

São má formações dos arcos branquiais por um fechamento/desenvolvimento incompleto deles. O principal é o do 2° arco.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
13
Q

Qual o QC do cisto branquial?

A

Cisto/orifício de drenagem ao longo da borda do ECM (geralmente medial), correspondendo a 95% dos casos dessa má formação.
1° arco: pavilhão auricular ou logo abaixo. Os demais, ao longo do ECM

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
14
Q

Como dx e tratar o cisto branquial?

A

DX: clínico.
TTO: ressecção de todos os remanescentes do arco branquial. Se infectado, primeiro eu trato a infecção.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
15
Q

O que é o torcicolo congênito?

A

Fibrose e encurtamento do músculo ECM.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
16
Q

Qual o QC do torcicolo congênito?

A

Desloca a região cervical: a cabeça inclina para o lado afetado e gira para o lado oposto. Pode haver um tumor fibroelástico, que é a área de fibrose.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
17
Q

Há associação do torcicolo congênito com outras má formações?

A

Não. É incomum.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
18
Q

Como dx e tratar o torcicolo congênito?

A

DX: clínico.
TTO: fisioterapia. Se refratário, botox. Se refratário, cirurgia com divisão muscular.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
19
Q

Quais as principais afecções cirúrgicas da parede abdominal?

A

A onfalocele e a gastrosquise.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
20
Q

Qual a diferença na definição entre a onfalocele e a gastrosquise?

A

IG 6s: saída das vísceras // IG 10s: retorno.
Onfalocele: defeito nesse retorno das vísceras para a cavidade abdominal (defeito central no fechamento da parede).
Gastrosquise: é uma MÁ FORMAÇÃO da parede abdominal, ocorrendo de forma mais precoce (4s, quando a parede é formada).

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
21
Q

Qual a localização do conteúdo abdominal na onfalocele e na gastrosquise e como é o revestimento desse conteúdo?

A

Onfalocele: central, ocorrendo “dentro” do cordão umbilical (o cordão umbilical é central no saco amniótico). É revestido por uma membrana.. Geralmente contém fígado e ID.
Gastrosquise: é um defeito lateral à cicatriz umbilical e o cordão umbilical (geralmente a direita). Não há revestimento por nenhuma membrana. Geralmente contém apenas ID.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
22
Q

Qual a relação da onfalocele e gastrosquise com anomalias congênitas e outras má formações?

A

Onfalocele: geralmente há outras má formações e/ou anomalias genéticas, como trissomias (21, 13) e CC.
Gastrosquise: é incomum, porém, quando presente, a mais comum é a atresia intestinal.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
23
Q

Qual exame laboratorial pode se alterar na onfalocele e/ou gastrosquise? Explique.

A

Onfalocele: AFP pode se elevar.
Gastrosquise: AFP geralmente se eleva.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
24
Q

Qual o tto da onfalocele e da gastrosquise?

A

Redução e fechamento, podendo ser de forma gradativa. Escarificação pode ser usada, porém deixa uma hernia (para onfalocele)

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
25
Como dx onfalocele e gastrosquise?
USG pré-natal (12s e 2°-3° tris respectivamente).
26
Por que ocorre a hérnia umbilical na pediatria?
Por um fechamento incompleto das fáscias dos retos abdominais na cicatriz umbilical.
27
Qual a evolução natural da hérnia umbilical? Apresenta condições associadas?
80% tende a se resolver espontaneamente até os 4-6 anos de idade.
28
Quando está indicada a cirurgia de correção de hérnia umbilical?
4 situações: 1. Realização de outro procedimento abdominal (como hérnia inguinal indireta). 2. Anel herniário > 2cm. 3. Se DVP (derivação ventrículo-peritonial). 4. Se não fechou após 4-6 anos da idade.
29
Relação da AE com malf.
Anomalias associadas (mt comum): VACTREL: vertebral, anorretal, cardíaca, traqueal, renal, esofágica e limbs (membros)
30
Quais os tipos de AE? Qual a mais comum?
Pela classificação de Gross (relação entre AE e FTE): A (7%): AE sem FTE. B (2%): AE + FTE proximal. C (86%): AE + FTE distal. D (1%): AE + FTE proximal e distal. E (4%): FTE sem AE (em H).
31
Qual o QC da AE?
Polidramnio, sialorreia, tosse, regurgitação, cianose. Se só AE: abdome escavado Se FTE distal: distensão abdominal Se só FTE: quadro respiratório, sem polidramnio.
32
Como dx a AE?
Pré-natal: USG (polidrâmnio, ausência de bolha gástrica). Após: não passagem de SNG, acumulo de contraste. | Pós-natal: não progressão da sonda, acúmulo de contraste.
33
Qual a conduta na AE?
- drenagem contínua do esôfago - ATB de amplo espectro - avaliar IOT e ligadura de emergencia da FTE se quadro respiratório importante - abordar a atresia - investigar malformacoes
34
O que é a estenose hipertrófica do piloro (EHP)?
É a hipertrofia do piloro determinando suboclusão ao esvaziamento gástrico (determina uma região de estenose).
35
Quando ocorre a clínica da EHP (geralmente)?
Geralmente não está presente ao nascimento (pois a hipertrofia é gradual), sendo principalmente entre a 2-8s de vida (mas outras idades também).
36
Associação da EHP e AD com malf.
EHP: menos frequentes (quando presentes: trissomia 18 e sd de Apert - cranio mao pe) AD: comuns (CC, trissomia 21).
37
Qual o QC da EHP?
Surgimento progressivo de vômitos NÃO BILIOSOS, em jato. Ao EF: oliva pilórica e vista a onda de peristalse (onda de Kussmaul).
38
Como dx a EHP?
QC + oliva +/- USG (espessamento da parede gástrica, sinal do duplo trilho).
39
Qual o tto da EHP?
Pilorotomia extramucosa (à Fredet-Ramstedt).
40
Qual o QC da atresia duodenal?
Como a maioria é distal à ampola de Vater (80%), a clínica é de vômitos biliosos sem distensão abdominal, precocemente (logo no 1° dia de vida).
41
Como dx a atresia duodenal?
Pré-natal: polidrâmnio e distensão gástrica. Pós-natal: raio x com sinal da dupla bolha (1 gástrica e 1 duodenal ambas proximais à atresia). *Se ar na parte distal: exames contrastados para ddx com volvo ou má rotação.
42
Qual a abordagem terapêutica na atresia duodenal?
Duodeno-duodenostomia.
43
Alterações labs EHP e AD.
Alcalose metabólica hipocloremica, hipocalemica e com urina ácida (acidúria paradoxal por retenção de bic = marcador de mau prognóstico)
44
O que é o íleo meconial?
É uma obstrução intestinal baixa que ocorre por obstrução ileal por um mecônio espesso.
45
Qual a epidemiologia do íleo meconial e quando ocorre geralmente?
Até 90% dos pacientes apresentam fibrose cística, podendo estar associada, também, com Hirchsprung, DM materno e hipotireoidismo. Ocorre geralmente nas primeiras 48h de vida.
46
Qual o QC do íleo meconial?
Obstrução de íleo terminal: distensão abdominal importante, vômitos biliosos, ausência de eliminação de mecônio, palpação das alças dilatadas. Pode ocorrer volvo e perfuração em 50% dos casos.
47
Como dx e qual a conduta no íleo meconial?
DX: HF de fibrose cística, rx com alças distendidas, opacificadas, em vidro fosco, tipicamente no QID. TTO: expulsão do mecônio retido com enema com mucolíticos ou contraste (gastrografina). Se refratário ou complicado: LE.
48
O que é a má rotação intestinal e quais seus tipos?
É quando ocorre algum defeito nessa rotação do intestino médio ao retornar para a cavidade abdominal. Pode ser incompleta (mais comum) ou completa.
49
Quais as consequências da má rotação intestinal?
Está muito associada aos volvos de intestino médio (p incompleta), o ceco se localiza na porção média-superior do abdome (se fixando pelas bandas de Ladd) e não há fixação de todo mesentério, fazendo com que o intestino fique preso apenas por essas bandas e por um pedículo na AMS.
50
Qual a epidemiologia da ECN?
BPN e RNPT são os principais acometidos. *É uma complicação da doença de Hirchsprung.
51
Qual o QC da ECN?
Inespecífica (sistêmica) + achados TGI: - intolerancia alimentar (residuo gastrico - sintoma mais comum) - distensão abd, sensibilidade - massa abdominal, eritema de parede abdominal - deterioração do estado geral - aumento da necessidade de suporte ventilatório
52
Como dx a ECN?
Pneumoperitônio Definidores: pneumatose intestinal e aeroportia
53
Classificação ECN.
I: provavel IIA e IIB (pneumoportograma) definido (sinais definidores) IIIA (piora do IIB) e IIIB (pneumoperitonio) quadro avançado
54
Qual o tto da ECN?
- clínico: dieta zero, ATB, SNG, NPT, HV, suporte - dieta oral após 72h da melhora radiográfica e clínica - cx: perfuração (pneumoperitonio ou paracentese positiva: gram+ ou > 0,5ml de líquido marrom) - técnica cx: ressecção + ostomia ou anastomose (a depender da gravidade) drenagem peritoneal: para RN de muito baixo peso
55
O que é a intussucepção intestinal (II)? Qual sua importância?
É a penetração de um segmento intestinal proximal dentro de um distal, ocasionando OI e compressão vascular da alça invaginada. É a causa mais comum de obstrução intestinal na infância.
56
Qual a epidemiologia da II?
3m a 6a, principalmente idiopático.
57
Qual o QC da II? Local mais comum?
Dor paroxística e intermitente, massa em salsicha, fezes em geleia de framboesa, obstrução intestinal, sinal de Dance (esvaziamento em FID - sem massa palpável). Local mais comum: valva ileocecal
58
Como dx a II?
Palpação de massa em salsicha, toque retal com geleia de groselha - DX CLÍNICO. Se dúvida: USG (sinal do pseudorim e do alvo). Enema: dx e terapeutico (sinal do crescente/menisco)
59
Qual a conduta na II?
- cca bem: redução com enema (bario, hidrossoluvel ou ar. pref os 2 últimos) - mais recidiva - refratario ou adulto: cx
60
O que é o divertículo de Meckel (DMc)? Qual sua principal localização?
É a anomalia congênita GI mais comum, sendo um divertículo verdadeiro localizado principalmente no íleo, em sua borda antimesentérica.
61
Por que ocorre a formação do DMc?
Pelo fechamento incompleto do ducto onfalomesentérico (vitelínico).
62
Qual o achado histopatológico do DMc?
A presença de um tecido ectópico, sendo o tecido gástrico o principal envolvido (80%). O pancreático é envolvido em 5% dos casos.
63
Qual o QC do DMc?
Assintomático, sendo, geralmente, identificado em alguma LE. As complicações são o sangramento e a obstrução.
64
Existe associação do DMc com outras má formações?
Sim, sendo as principais: atresia de esôfago, ânus imperfurado e doença de Crohn.
65
Como dx o DMc?
Geralmente é acidental. Outras formas: cintigrafia com tecnécio marcado.
66
O que é a doença de Hirchsprung (DH)? Qual sua importância?
Ausência de gânglios nervosos limitada ao retossigmoide.: auerbach, henle e meissner. Causa mais comum de obstrução inferior em neonatos
67
Qual o QC da DH?
Retardo na eliminação do mecônio (> 48h), distensão abdominal progressiva e obstipação crônica. Pode haver OI completa (mais raro). O TR pode provocar eliminação de fezes de forma explosiva.
68
Qual a complicação mais grave da DH?
ECN - pode ocorrer antes ou APÓS a cx. Realizar irrigação retal se presente.
69
Como dx a DH?
Enema contrastado com cone de transição, manometria anorretal sem relaxamento. Confirmação dx: bx retal
70
Quais os achados da bx na DH?
Ausência de células e troncos nervosos com imunohistoquímica positiva para acetilcolinesterase (AChE - aumento de fibras colinérgicas na região).
71
Qual o tto da DH?
Swenson: ressecção + anastomose coloanal Soave: mucosectomia do segmento aganglionico + rebaixamento do segmento ganglionar Duhamel: secção acima da zona de transição + anastomose na parede posterior
72
Malformações anorretais e outras malf associadas.
Frequentemente associados a outras malformações: genitourinárias (principal: RVU, hidronefrose, agenesia renal, criptorquidia, hipospadia, duplicação ureteral) Outras: CV, GI, SNC, vertebrais
73
Comente sobre a fístula perianal (o que é, QC, dx e tto)
- ausencia de anus - reto bem localizado, no complexo esfincteriano com a parte mais baixa deslocada anteriormente - eliminação de meconio pelo perineo (defeito mais baixo = melhor prog) - Pode ter um trajeto submucoso e não abrir no períneo, mas sim na base do penis, escroto ou rafe mediana (alça de balde) - dx: clínico - tto: reparo primário sem colostomia
74
Comente sobre a fístula uretral (o que é, QC, dx e tto)
- reto se encerra na uretra - defeito mais comum no sexo masculino - pode ser na uretra bulbar (melhor prog) ou prostatica (maior risco de incontinencia) - urina escura
75
Comente sobre a fístula vesical (o que é, QC, dx e tto)
- defeitos mais graves - ocorre no colo vesical - complexo esfincteriano não é desenvolvido - pode estar associado a malf sacrais (pior prog) - períneo plano
76
Comente sobre o ânus imperfurado (o que é, QC, dx e tto)
- tipo menos comum - bom desenvolvimento de sacro e musculos e com bom prognóstico - reto termina a cerca de 2 cm da pele - típico na sd de down - defeito baixo, resolvido sem colostomia
77
Comente sobre a atresia retal (o que é, QC, dx e tto)
- defeito incomum - separação entre a parte proximal (reto dilatado) e a abertura anal (posição normal). - Pode ser uma membrana ou um tecido fibroso - estenose: dilatação seriada - atresia: anastomose
78
Comente sobre a fístula vestibular (o que é, QC, dx e tto)
- anomalia anorretal mais comum nas meninas - ótimo prognóstico - pequeno orificio dentro do vestibulo posterior ao himen - dx clinico - pode ser reparado sem colostomia (reparo 1ário)
79
Comente sobre a cloaca (o que é, QC, dx e tto)
- excluisvo de meninas - malformação mais complexa - reto, vagina e uretra se unem em único canal - dx clinico - quanto maior a extensão, maior a complexidade
80
Índice para avaliar o prognóstico das anomalias anorretais.
Índice sacral: correlação com o prognóstico (quanto mais vértebras sacrais faltarem, pior o prognóstico) >= 0,7: bom prog 0,41-0,69: indeterminado <= 0,4: ruim normal 0,77
81
CD geral para anomalias anorretais.
- suporte geral: dieta zero, sng, HV e ATB - investigar outras malf - decidir entre reparo primário com ou sem colostomia protetora - eco, usg, rx, exame de urina
82
CD específica para anomalias anorretais.
Meninos: - fístula perineal: anoplastia - gás abaixo do coccix e ausencia de outras anomalias: cx com ou sem colostomia - gas acima do coccix e/ou presença de outras anomalias: colostomia Meninas: - cloaca: colostomia - fistula perineal: anoplastia ou dilatacao - fistula vestibular: colostomia ou reparo primario - ausencia de fístula: rx -- gas abaixo do coccix: colostomia ou reparo primario -- acima do coccix: colostomia.
83
Pectus excavatum e carinatum.
PE: Defeito condroesternal cx (entre 11-14a) se sintomático ou >= 2 dos seguintes - CT > 3,2 (relação entre o diametro transverso e o AP) - doença restrititiva das VA - alterações cardiológicas - progressão da condição PC: cx ou colete ortopedico se sintomático
84
Comente sobre o defeito esternal mais grave.
PENTALOGIA DE CANTRELL Manifestçaão máxima do defeito esternal ausência do ⅓ inferior do esterno ectopia cardíaca cardiopatia congenita onfalocele hernia diafragmática prognóstico pessimo
85
Tipos de hernias diafragmáticas congênitas.
Bochdalek: mais comum posterolateral esquerda Morgani: anteromedial a direita
86
Complicação e QC da hernia diafragmática congênica.
- Problema: hipoplasia pulmonar associada (bilateral) -> hipertensão pulmonar persistente -> shunt D>E QC e dx: - período assintomático (lua de mel) - sintomático nas primeiras 24h - desconforto resp, cianose, intolerancia alimentar, taquicardia - abdome escavado - alterações da ausculta
87
CD hernias diafragmáticas congênitas.
- investigar outras malf (sempre), espec cardíacas - não realizar ventilação com máscara com VPP: realizar IOT - SNG com aspiração - ventilação de alta frequencia, ECMO, óxido nítrico - cx: semi eletiva se estável (24-72h)
88
Como avaliar prognóstico da hernia diafragmática congênita.
Índice pulmão cabeça: avaliar prognóstico. quanto maior melhor.
89
O que é a atresia das vias biliares (AVB)? Qual a importância dela?
É a ausência no desenvolvimento de luz nas vias biliares (completamente substituídas por fibrose), sendo a principal indicação de tx hepático na pediatria e a principal causa de insuficiência hepática.
90
Qual a relação da AVB com outras má-formações?
Podem estar presentes (T21, CC).
91
Quais os tipos de AVB? E a classificação conforme malf associadas?
I: colédoco. IIa: hepático comum. IIb: hepático comum + colédoco + cístico. III: todos os ductos extra-hepáticos (mais comum - 90%). ---------------------------------- I: sem associaçaõ com outras (70%) II: malf relacionadas a heterotaxia como situs inverso, poliesplenia, CC III: outras malf, como renal, anus imperfurado e atresia intestinal.
92
Qual o QC da AVB?
Icterícia persistente por > 15 dias, as custas de BD com colestase hepatomegalia seguido de esplenomegalia, anemia, desnutrição, ascite, hernias (tardias)
93
Como dx a AVB?
USG para rastreio (VB pequena, contraída ou ausente, ausência de colédoco, pode haver sinal do cordão triangular – remanescentes ductais que muda a ecogenicidade quando faço a USG), bx hepática percutânea (AV pré-operatória, identificando proliferação de ductos, plugs biiares, fibrose portal e edema portal) e a colangiografia intra-operatória (padrão-ouro).
94
Qual o tto da AVB e quando deve ser feito?
A cirurgia de KASAI, devendo ser feita em até 40 dias de vida (pois ainda existem canalículos pérvios para comunicar com as vias intra-hepáticas). É uma cirurgia que não é curativa, mas atrasa a necessidade do transplante. A cirurgia de KASAI é uma portoenteroanastomose (porta hepatis com o jejuno).
95
Qual complicação da cirurgia da Kasai?
A colangite (maior proximidade da via biliar com o TGI).
96
Quando está indicado o tx hepático de forma imediata na AVB?
Falha na drenagem biliar após kasai, atraso no desenvolvimento e progressão da doença.
97
O que é o conduto peritônio-vaginal (CPV)?
É o resquício do peritônio durante a migração dos testículos do abdome para a bolsa escrotal.
98
O que é a hidrocele?
É um acúmulo anormal de líquido no interior da túnica vaginalis.
99
Como a hidrocele pode ser identificada no EF?
Através da transiluminação do escroto, sendo positiva (a luz passa através do testículo). Tumores testículares não permitem a passagem de luz.
100
Imagem desenvolvimento da hidrocele.
101
Qual a conduta na hidrocele pediátrica?
Expectante, pois a maioria se resolve espontaneamente até o 1° ano de vida. Caso persista após isso, cirurgia para fechamento.
102
O que é a criptorquidia?
É a falha na descida do testículo ao escroto.
103
Qual a epidemiologia da criptorquidia?
Mais comum em prematuros (pois a descida ocorre no fim da gestação). *Caso não ocorra a descida até 9m de vida, provavelmente não descerá mais.
104
Classificação criptorquidia.
- Ectopia testicular: é criptorquidia (não está no caminho normal) - bolsa escrotal atrófica - Ectopia retrátil: desce e retrai (bolsa escrotal normal) - Ectopia ascendente: nasceu normal dps subiu - Mono/Anorquia: testes hormonais
105
Qual testículo é mais acometido pela criptorquidia?
50% direita, 25% esquerdo e 25% bilaterais.
106
Qual o achado de EF da criptorquidia?
Ausência do testículo na bolsa escrotal, atrofia da bolsa escrotal do testículo que não desceu, palpação do testículo no canal inguinal. *Caso não haja atrofia, o dx é de testículo retrátil (ele desceu, porém a contração do cremastérico fez ele subir de novo).
107
Qual ddx da criptorquidia é muito importante quando eu não palpo os testículos bilateralmente? Como diferenciar?
A anorquia, diferenciando pela dosagem de testosterona, LH e FSH (estes 2 elevados). Se Lh e FSH normais, teste de estímulo de testo com hCG.
108
Quais as consequências da criptorquidia?
Aumento no risco de câncer de testículo, maior risco de torção e sub/infertilidade (exposição à maiores temperaturas).
109
Qual o exame padrão ouro no dx de criptorquidia?
A videolaparoscopia.
110
Qual o tto da criptorquidia e quando deve ser realizado?
Deve ser realizado entre 9-15 meses de vida (varia na literatura), sendo feita uma orquidopexia. Se hernia inguinal: imediato. CX: não reduz o risco de neoplasia, reduz o de infertilidade e torção.
111
O que é a torção testicular (TT)?
É quando o testículo e o funículo espermático (que irriga o testículo) sofrem um ou mais giros no eixo vertical, produzindo edema, obstrução venosa e comprometimento da perfusão, podendo evoluir para infarto do órgão.
112
Qual a epidemiologia e a etiologia da TT?
Mais comum em crianças maiores e adolescentes (pico 14 anos), tendo etiologia desconhecida mas acredita-se que ocorra por anomalia na fixação da túnica vaginal.
113
Qual o QC da TT?
Dor testículas súbita unilateral (podendo ser no sono ou em atividade física), sem queixas urinárias (maioria) ou febre (sugerem orquiepididimite). EF: testículo aumentado, doloroso e elevado (em comparação com o contralateral - sinal de Brunzel) e horizontalizado (sinal de Angell). O reflexo cremastérico está ausente ou bastante reduzido e o sinal de Prehn (alívio da dor com elevação do testículo) é negativo. *Prehn positivo é mais comum em infecções (orquiepididimite).
114
Como dx a TT?
CLÍNICO!!! A usg doppler, se não atrasar a conduta, pode ser realizada, demonstrando ausência/diminuição do fluxo para o testículo pelo funículo espermático.
115
Qual a conduta na TT?
Correção da torção + avaliação se é viável (se necrose: ressecção – orquiectomia) + fixação contralateral (orquipexia). Torção até 6h a probabilidade de salvamento é muito alta. *TEMPO É TESTÍCULO.
116
Qual a classificação da TT?
Intravaginal (tanto o cordão quanto a túnica vaginal sofrem a torção (badalo de sino – raro no RN e mais comum em crianças em adolescentes) ou extravaginal (torção proximal à inserção da túnica vaginal – pode ocorrer na fase perinatal como um todo.
117
Qual um ddx importante da TT? Comente sobre.
A torção dos apêndices – é a causa mais comum de escroto agudo (!!!). É um quadro mais insidioso e menos intenso, podendo ter um ponto azulado. Na dúvida, eu indico a cirurgia. Se eu afasto TT – tto conservador (elevação, gelo, analgesia e AINEs).
118
Diferença no local da TT.
Intravaginal: cca maior Extravaginal: perinatal
119
Principal causa de escroto agudo.
Torção dos apêndices testiculares.
120
Torção apêndices testiculares.
QC: mais insidioso, blue dot sign, dor a palpação do polo superior DX: doppler com vasc normal e nódulo sem fluxo na região superior TTO: conservador.
121
Orquiepididimite.
QC: arrastado, sint urinários, Prehn positivo Doppler: fluxo aumentado TTO: ATB
122
Dx fimose.
Após 1a de vida.
123
Classificação fimose.
I: orifício estreito e visualizo apenas o meato uretral - pode reter urina. II: visualiza-se o meato mas a glande não é totalmente exposta III: exterioriza toda a glande mas com estreitamento do anel prepucial - faz parafimose
124
Quando realizar a postectomia?
Ideal entre 12-18m. Se RN: até 15°d vid (ideal 2°/3°).
125
Complicações RVU.
Risco de pielonefrite e cicatrizes renais.
126
Causas RVU.
1ário: alterações no TU e na JUV = inserção anômala dos ureteres na bexiga (idiopático/congênito) 2ário: obstrução intravesical mecânica (valv uretra posterior) ou funcional (bexiga neurogênica);
127
QC RVU.
ITU repetição, hidronefrose.
128
Dx e classificação RVU.
Dx: uretrocistografia miccional (coloco contraste na bexiga e vejo como se comporta) Classificação: I: RVU para ureter não dilatado II: chega ao sistema coletor sem dilatação III: ureter/pelve dilatado ou apagamento calicinal IV: ureter e pelve grosseiramente dilatado (mantém a impressão papilar). V: refluxo maciço com perda da impressão papilar.
129
TTO RVU.
I e II: aguardar resolução espontânea (exceto se ITU repetição ou cicatriz renal) III, IV e V: cx Opções cx: - Por cistoscopia: primeira opção até gV. - Reimplante ureteral: refratários e RVU de alto grau.
130
Epidemio estenose de JUP.
Anomalia congênica mais comum do TU, principal causa de hidronefrose unilateral nas ccas, meninos > meninas, principalmente a esquerda.
131
Associações estenose de JUP. QC.
Agenesia renal e RVU. QC: massa palpável unilateral: dor vaga.
132
Dx estenose de JUP.
USG: hidronefrose, dilatação da pelve sem ureter dilatado Cintilografia com DTPA: avaliação funcional.
133
Classificação estenose de JUP.
1: discreta 2: moderada 3: parenquima com espessura normal 4: espessura fina.
134
Evolução estenose de JUP.
Regressão/estabilização na maioria em até 2 anos: conservador.
135
TTO estenose de JUP.
Cx se: sintomáticos, progressão ou diminuição da função renal (< 35-40%)
136
Cx estenose JUP.
Pieloplastia desmembrada de Anderson-Hynes.
137
O que é a válvula de uretra posterior (VUP)?
Estreitamento da uretra ao nível da prostática. Origem embrionária
138
QC VUP?
Hidronefrose bilateral - causa mais comum de uropatia obstrutiva grave.
139
Consequências VUP.
Hiperplasia e hipertrofia do detrusor, ureter dilatado e tortuoso, RVU, hidronefrose, oligodramnio e hipoplasia pulmonar
140
Dx VUP.
Fetal: hidronefrose bilateral, megabexiga, oligodramnia e displasia renal. Pós-natal: - USG: hidronefrose bilateral, bexiga espessada, dilatação de uretra posterior, alterações renais - Uretrocistografia miccional (padrão-ouro): redução do calibre da uretra, distensão da uretra a montante, bexiga de esforço. - Uretrocistoscopia: membrana fina e rígida.
141
TTO VUP.
Fetal: shunt bexiga - cavidade amniótica intrauterino. Não há indicação de parto prematuro RN: SVD, ablação transuretral (se Cr normal), vesicostomia (se Cr se elevar).
142
Prognóstico favorável VUP.
- USG pre natal normal 18-24s - Cr < 0,8-1 após descompressão da bexiga - Visualização corticomedular na USG renal
143
Prognóstico desfavorável VUP.
- Oligodramnio, hidronefrose < 24s, hipoplasia pulmonar - Cr se eleva dps da sondagem - Acometimento renal com cistos corticais.
144
Epidemio neuroblastoma.
Tu sólido mais comum dos lactentes.
145
Origem neuroblastoma.
Derivam de células primitivas da crista neural - suprarrenal e gânglios simpáticos.
146
Localização neuroblastoma.
65% abdominais (50% na medula da suprarrenal).
147
QC neuroblastoma.
Massa abdominal endurecida, irregular e QUE ATRAVESSA A LINHA MÉDIA, anemia, fraqueza (mx MOV), dor, acometimento periorbital (guaxinim).
148
Dx neuroblastoma.
Marcadores na urina: ácido homovalínico e vanilmandélico. Bx da lesão ou MOV (céls redondas).
149
TTO neuroblastoma.
Cx +/- QTRT.
150
Epidemio e origem nefroblastoma.
TU renal mais comum e 2° massa abdominal. Origem: blastema metanéfrico.
151
QC nefroblastoma.
Massa abdominal que não atravessa a linha média. Pode haver hematúria, HAS
152
DX nefroblastoma.
USG e TC
153
TTO nefroblastoma.
Nefrectomia total se unilateral e parcial se bilateral. Se desfavorável (cel indiferenciadas, anaplasia): Cx + QT.