Sepse suspeita
Independente de sintomatologia ou não, a presença de fatores de risco de sepse no RN ou achados sugerindo sepse no seguimento
Sepse clínica
Presença de achados clínicos e laboratoriais, mas falha em mostrar o agente causal
Sepse comprovada
Presença de achados clínicos e laboratoriais e demonstração do microrganismo patogênico em culturas retiradas do campo estéril
Definição
Síndrome da resposta inflamatória sistêmica na presença de infecção suspeita ou confirmada
Contempla 2 dos 4 critérios: distermia, alteração da FR, leucocitose ou leucopenia (um dos critérios deve ser alteração da temperatura ou alteração hematológica)
Isolamento de um patógeno no sangue/LCR (definição microbiológica)
Nos primeiros 28 dias de vida
Precoce
48h/72h de vida
Tardia
Depois das 48h
Etiopatogenia
Precoce:
Via ascendente/hematogênica (RNT - ascendente/trab de parto e RNPT - início de TP+RPM)
Flora do trato genito-urinário e gastrointestinal
Complicações obstétricas: RPM, TP prematuro, corioamnionite, febre materna
Tardia:
Flora do trato genital ou contato humano e materiais contaminados
UTI
Germes comunitários
Intervenções no RN
Patógenos mais frequentes
Streptococcus do grupo B agalactiae
E. Coli (RNP MBP)
Listeria monocytogenes
Candida albicans PT extremo
Hospitalar:
Staphylococcus epidermidis coagulase negativa
Staphylococcus aureus
EGB
Candida albicans
Manifestações clínicas
Taquicardia/bradicardia fetal
Hipotensão, choque
Líquido amniótico meconial
Apgar baixo
Icterícia, petéquias, púrpura, hepatoesplenomegalia, vômitos, recusa alimentar, distensão abdominal, diarreia, hiperglicemia
Exames complementares
Hemocultura: diagnóstico definitivo, coleta antes do ATB, 2 amostras em diferentes sítios, antibiograma - padrão ouro
LCR: bioquímica, celularidade, cultura, antibiograma. Indicado em todos os RNs com sepse ou se piora em vigência de atb (coleta se estabilidade cardiorrespiratória e plaquetas > 50000)
Hemograma: colher 6-12h de vida, sugestivo de sepse (neutrofilia, neutropenia, razão de neutrofilos)
Procalcitonina: produzida pelo hepatócito, eleva-se em eventos não infecciosos, eleva-se precocemente em infecções
PCR: proteína produzida pelo fígado que aumenta em resposta à condições inflamatórias, uma única medida de PCR não tem especificidade adequada para suportar o diagnóstico
LCR
Coletar em todo RN com sinais e sintomas de sepse
Se hemocultura positiva colher o mais breve, mesmo se ATB iniciado
Se piora em uso de ATB
Análise quimiocitológica: mais células e proteínas e menos glicose é meningite
Na suspeita
Iniciar ATB + colher hemocultura - 6/12h hemograma + PCR
Diagnóstico de sítios de infecção na sepse precoce
Infecção primária de corrente sanguínea: sinais clínicos de sepse + hemocultura positiva, sem sinais de localização
Infecção primária de corrente sanguínea clínica sem confirmação microbiológica: sepse clínica - critérios clínicos + exames laboratoriais
Meningite: LCR alterado, mesmo com cultura negativa + hemocultura positiva
Pneumonia: sinais clínicos (desconforto respiratório precoce) e exames laboratoriais associados à RX de tórax alterados
Pelo menos um dos seguintes sinais e sintomas se outra causa reconhecida
Instabilidade térmica
Apneia
Bradicardia
Intolerância alimentar
Piora do desconforto respiratório
Intolerância à glicose
Instabilidade hemodinâmica
Hipoatividade/letargia
Todos os seguintes critérios
Hemograma com mais de três parâmetros alterados e proteína C reativa quantitativa seriada alterada
Hemocultura não realizada ou negativa
Ausência de infecção em outro sítio
Terapia antimicrobiana instituída e mantida pelo médico assistente
Situação 1: sintomático
Hemograma, hemocultura, punção lombar, PCR
Se sintomas respiratorios: raio-x de tórax
Se entubado: cultura de secreção orotraqueal
Iniciar antibioticoterapia
Situação 2: assintomatico
Corioamnionite materna? Se sim, hemocultura + hemograma + atb.
Fatores de risco? Sim? Profilaxia adequada e observação por 36-48h. Sem profilaxia adequada - hemograma, hemocultura, observação 36-48h