Etiopatogenia
A etiologia ainda é indefinida
Desordem gênica X adaptação epigenética
Problemas gestacionais levando à uma maior predisposição a distúrbios metabólicos
Genes associados à SOP GTF2A1L e LHCGR - evidências conflitantes
Fatores ambientais, comportamentais e psíquicos determinam a manifestação da síndrome
Fisiopatologia
Aumento na frequência e amplitude dos pulsos de GnRH, resultando em maior produção de LH e menor produção de FSH
Baixa no FSH: reduz a produção de aromatase, diminuindo a conversão de androgênios em estrogênio e aumentando os androgênios circulantes
Alta no LH: estimula as células teca nos ovários, aumentando a produção de hormônios androgênicos - atresia folicular resulta em ciclos anovulatórios ou oligoanovulatórios e pode causar micropolicistose
Estrogênio - causa sangramentos uterinos anormais, ciclos menstruais irregulares, aumento do risco de hiperplasia e câncer endometrial
Mecanismos
Interação entre hiperandrogenismo, resistência à insulina, predisposição genética e disfunção do eixo hormonal
Hiperandrogenismo: excesso de androgênios devido à resposta exagerada da 17-hidroxiprogesterona/aumento do LH
Produção de androgênios: as células da teca nos ovários policísticos superexpressam enzimas esteroidogênicas
Resistência à insulina: presente em 50-70% das mulheres com SOP, exacerbada por obesidade
Hiperinsulinemia: aumenta a produção de androgênios e reduz a globulina carreadora de hormônios sexuais
Diagnóstico
SOP como diagnóstico de exclusão - disfunção tireoidiana, síndrome de cushing
Desafios na adolescência - diferença entre imaturidade
Diagnóstico II
USG - ovários com mais de 12 microcistos e hiperecogenicidade central, mas a reprodutibilidade é baixa
Dosagens hormonais - excluir outras condições (TSH e T4, cortisol)
História clínica prolongada - geralmente se desenvolve na adolescência e piora com obesidade e resistência insulínica
Diagnóstico tardio: algumas mulheres só são diagnosticadas quando procuram ajuda
Diagnóstico definitivo frequentemente requer a aplicação de critérios específicos como os do consenso rotterdam
Critérios de Rotterdam
A) hiperandrogenismo clínico ou laboratorial
2) disfunção ovulatoria
3) imagens de ovários policísticos ao ultrassom pélvico
Solicitar cortisol, testosterona total, TSH, T4 livre, 17-hidroxiprogesterona
Tratamento
Regulação do ciclo, combate ao hiperandrogenismo, tratamento do distúrbio metabólico, avaliação do desejo reprodutivo, monitoramento de comorbidades
Anovulação ou ciclos irregulares
Letrozole, gonadotrofinas ou perfuração ovariana laparoscopica
Hiperandrogenismo
Antiandrógenos - espironolactona
Metformina
Distúrbios metabólicos
Metformina