288 - Doenças do pericárdio Flashcards Preview

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Flashcards in 288 - Doenças do pericárdio Deck (108)
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31

No tamponamento de baixa pressão, existe uma elevação da pressão intra-pericárdica da sua pressão ligeiramente subatmosférica para níveis de mais de 5 a 10 mmHg. Como se caracteriza quanto à PA, pressão venosa central e pulso paradoxal?

- PA não é afetada;
- Pressão venosa central normal ou ligeiramente elevada;
- Sem pulso paradoxal;

Normalmente estes doentes são assintomáticos.

32

O diagnóstico de tamponamento é feito por ecocardiografia, ou em caso de efusão loculada Ecografia TE, TAC e RM. V ou F?

Verdadeiro.

33

Quais as 2 possíveis abordagens terapêuticas no tamponamento cardíaco?

1) Pericardiocentese (deve ser realizada imediatamente e guiada por ecocardiografia)
2) Drenagem cirúrgica (pode ser necessário no tamponamento recorrente, derrames loculados ou para obter tecido para diagnóstico)

34

No tamponamento cardíaco, o fluído pericárdio apresenta normalmente caracteristicas de transudado. V ou F?

Falso. EXSUDADO!

35

No tamponamento cardíaco quais são as causas mais comuns de fluido sanguinolento?

- Neoplasia (mais comum nos PD)
- Insuficência renal (mais comum nos PD)
- Diálise (mais comum nos PD)
- Tuberculose (mais comum nos PED)

Menos comuns: febre reumática aguda, após lesão cardíaca e EAM.

Se transudado: IC

36

Na pericardite aguda viral, é comum haver infeção respiratória prévia com estudos sorológicos e isolamento vírico positivo?

Falso. Estudos sorológicos e isolamento vírico NEGATIVO.

37

Na pericardite vírica a febre antecede a dor precordial após 10-12 dias de doença presumivelmente vírica. V ou F?

Falso. Na pericardite vírica a febre é QUASE SIMULTÂNEA com a dor precordial após 10-12 dias de doença presumivelmente vírica.

Importante do DD com EAM (dor torácica PRECEDE febre).

38

Qual a complicação mais frequente de pericardite aguda viral?

Pericardite recorrente em 1/4 dos doentes.

39

A dor de pericardite aguda é o principal sintoma do sindrome pós-lesão cardiaca. Habitualmente quanto tempo depois manifesta-se?

1-4 semanas (1-3 dias após EAM).

40

O sindrome pós-lesão cardiaca normalmente carateriza-se por febre, pleurite e pneumonite. V ou F?

Verdadeiro.

41

A efusão pericárdica de sindrome pós-lesão cardiaca frequentemente causa tamponamento. V ou F?

Falso. RARAMENTE.

42

O sindrome pós-lesão cardiaca é devido a provável reação de hipersensibilidade a antigénio com origem em lesão miocárdica e/ou pericárdica. V ou F?

Verdadeiro.

43

Como é feito o tratamento do sindrome pós-lesão cardiaca?

Nenhum tratamento necessário para além de aspirina e analgésicos. Se grave ou recidivas incapacitantes: AINES, colchicina ou corticoides.

44

1) A pericardite aguda piogénica purulenta tem mau prognóstico. V ou F?
2) Exige drenagem e tratamento AB intensivo. V ou F?

1) V
2) V

45

A pericardite por insuficiência renal ocorre em ___ (fração) dos doentes com urémica crónica. Também ocorre em doentes com diálise crónica com níveis de ureia e creatinina ______.

1/3; normais.

46

O tratamento da pericardite por insuficiência renal baseia-se na diminuição da diálise mais AINES. V ou F?

Falso. INTENSIFICAÇÃO da diálise mais AINES.

47

Quais as neoplasias mais comuns causadoras de pericardite?

Pulmão, Mama, Melanoma, Linfoma, Leucemia.

48

Irradiação mediastínica pode causar pericardite aguda e/ou pericardite constritiva crónica. V ou F?

Verdadeiro.

49

As efusões pericárdicas crónicas são por vezes encontradas em doentes sem história de pericardite aguda. V ou F?

Verdadeiro.

50

O mixidema é uma causa comum de efusão pericárdica crónica, frequentemente associada a tamponamento, respondendo à hormona tiroideia. V ou F?

Falso. O mixidema é uma causa comum de efusão pericárdica crónica, RARAMENTE associada a tamponamento, respondendo à hormona tiroideia.

51

Na pericardite constritiva crónica, a causa é quase sempre conhecida?

Falso. Em muitos casos a causa é indeterminada.

52

A pericardite constritiva crónica carateriza-se por incapacidade de enchimento ventricular. Em que difere do tamponamento a nível da diastole?

Na pericardite constritiva crónica não há impedimento ao enchimento na diástole precoce (no tamponamento o enchimento é diminuído durante toda a diástole).

53

Na pericardite constritiva crónica a função sistólica pode ser normal ou ligeiramente reduzida. V ou F?

Verdadeiro.

54

Como se caracterizam as ondas X e Y na pericardite constritiva crónica?

X: onda proeminente (= tamponamento);
Y: descida proeminente (diferente do tamponamento)

55

O sinal de Kussmaul está normalmente presente tanto no tamponamento como na pericardite constritiva crónica. V ou F?

Falso. O sinal de Kussmaul está normalmente presente na pericardite constritiva crónica e AUSENTE no tamponamento.

56

Na pericardite constritiva crónica, ___ (fração) apresentam pulso paradoxal.

1/3.

57

O sinal de Broadbent está presente na pericardite constritiva crónica. Como se caracteriza?

Choque de ponta reduzido que pode retrair na sístole.

58

O knock pericárdico é raramente audível na pericardite constritiva crónica. V ou F?

Falso. Frequentemente audível 0,09-0.12s após encerramento da válvula aórtica.

59

Insuficiencia aguda VE (edema agudo do pulmão) é muito comum na pericardite constritiva crónica. V ou F?

Falso. É muito INCOMUM.

60

Na pericardite constritiva crónica é mais comum ascite ou edema dependente?

Ascite, podendo ser confundida com cirrose hepatica (inspeção das veias cervicais permite evitar o erro).