CONCEITO de amenorreia primária e amenorreia secundária
Primária: Não teve menarca, nunca menstruou
Secundária: Cessou a menstruação
Divisão por compartimentos
Compartimento IV: Desordens hipotalâmicas
Compartimento III: Desordens hipofisárias
Compartimento II: Desordens gonódicas (ovarianas)
Compartimento I: Trato de saída do fluxo (uterovaginal)
A três principais causas de amenorreia primária
1ª (43% dos casos): Síndrome de Turner
2ª (15% dos casos): Malformações Mullerianas
3ª (14% dos casos): Atrasos
O que é a Síndrome de Rokitansky
Alteração genética 46 XX
Agenesia dos ductos de Muller
Vagina curta + amenorreia primária
Tratamento: neovagina (aumento da vagina)
O que é a Síndrome de Morris
Alteração genética 46 XY
Defeitos nos receptores -> ausência de ação da testosterona
ACHADOS ULTRASSONOGRÁFICOS:Presença de testículos + ausência de útero
Exame físico: Desenvolvimento das mamas e pelos escassos
Tratamento: neovagina (aumento da vagina) + terapia hormonal + gonadectomia
Síndrome de Turner
Uma disgenesia ovariana (FSH alto e estradiol baixo) hipogonadismo hipergonadotrófico
45 X0
- Anormalidades cardíacas, renais e autoimunes
TRATAMENTO: Terapia hormonal
Estígmas da síndrome de Turner
Baixa estatura
Muitas dobras na pele
Tórax largo
Hipertelorismo mamário
Mamas pouco desenvolvidas
Deformidades no cotovelo
Metacarpo curto
Unhas pequenas
Ovários subdesenvolvidos
Nervos hiperpigmentados
Definição amenorreia secundária (segundo FREBASGO)
Ausência de menstruação por 3 meses ou quando ocorrem menos de 9 menstruações ao longo do ano, em mulheres que já tiveram menarca
Principais causas de amenorreia secundária
1ª (30% dos casos): SOP
2ª ( 13%dos casos): Hiperprolactinemia
3ª (10% dos casos): Insuficiência ovariana prematura
Síndrome de Asherman
Sinéquias uterinas
~» procedimentos intreuterinos ou processos inflamatórios
Sintomas: Amenorreia, infertilidade, dor pélvica cíclica, perda gestacional recorrente ou sem sintomas
Diagnóstico: histeroscopia
Tratamento: lise das sinéquias
FALÊNCIA OVARIANA PREMATURA. Quadro clínico, diagnóstico e tratamento
Quadro clínico: amenorreia + sintomas vasomotores + FSH elevado + associação com doenças autoimunes
Diagnóstico: duas dosagens de FSH > 25 mUI/mL
Tratamento: Terapia Hormonal
Principais medicações que causam hiperprolactinemia
os mais importantes para lembrar:
Risperidona, haloperidol, metoclopramida, domperidona, metildopa, estrogênios e opiáceos.
🧠 1. Antipsicóticos (neurolépticos)
São os mais comuns:
• Típicos (clássicos):
• Haloperidol
• Clorpromazina
• Flufenazina
• Trifluoperazina
• Atípicos (alguns, não todos):
• Risperidona
• Paliperidona
• Amissulprida
(Obs.: Clozapina, quetiapina e aripiprazol raramente causam, podendo até reduzir a prolactina.)
💊 2. Antidepressivos
Principalmente os que interferem na dopamina:
• Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS):
• Sertralina, Fluoxetina, Paroxetina, Citalopram
(geralmente leves e transitórios)
• Inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN):
• Venlafaxina, Duloxetina
• Tricíclicos (ex: Amitriptilina)
⛔ 3. Anti-eméticos e procinéticos
• Metoclopramida
• Domperidona
• Clorpromazina (também antipsicótico)
Esses bloqueiam receptores dopaminérgicos D₂ no trato gastrointestinal e hipófise.
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💉 4. Anti-hipertensivos
• Metildopa (estimula a liberação de prolactina ao reduzir dopamina)
• Verapamil (em menor grau)
Síndrome de Sheehan
Fortemente relacionado com HPP
Ocorre necrose hipofisária
QC: agalactia, ganho de peso, perda de pelos, pele fria
Quais exames devem ser solicitados na investigação de amenorreia
Estruturas originadas pelos ductos de Muller
Útero
Tubas
Terço superior da vagina
Hímen Imperfurado
Cariótipo: XX + caracteres sexuais normais
Clássico nas provas: amenorreia primária + dor pélvica cíclica + massa pélvica dolorosa + abaulamento da membrana hímeal
Diagnóstico: Clínico
Tratamento: Cirúrgico
A partir de quanto de prolactinemia devemos investigar tumores
> 100 ng/mL
Tratamento primeira linha para Hiperprolactinemia
Agonistas dopaminérgicos (bromocriptina e cabergolina)