Parto Flashcards Preview

MC - Ginecologia e Obstetrícia > Parto > Flashcards

Flashcards in Parto Deck (104):
1

Parto prematuro

Fatores de risco? (8)

  1. Prematuro anterior (principal);
  2. Fatores cervicais;
  3. Anemia;
  4. Desnutrição;
  5. Polidramnia;
  6. Gemelaridade;
  7. Infecção;
  8. Drogas (tabagismo).

2

Parto prematuro

Preditores?

Fibronectina fetal (↑VPN) e colo < 25 mm (18-24s USG).

3

Parto prematuro - corticoterapia antenatal

Período indicado?

24 a 34 semanas.

4

Parto prematuro - corticoterapia antenatal

Fármacos e doses?

  1. Betametasona (2x 12 mg IM 24/24h);
  2. Dexametasona (6 mg IM 12/12h por 2 dias).

5

Parto prematuro - tocólise

Período indicado?

24 a 34 semanas.

6

Parto prematuro - tocólise

Contraindicações gerais? (2)

Sofrimento fetal agudo e corioamnionite.

7

Parto prematuro - tocólise

Fármacos?

BINA

  1. β-agonistas;
  2. Indometacina (evitar se > 32 sem);
  3. Nifedipina;
  4. Atosiban ($$$).

8

Parto prematuro - tocólise

Contraindicações de beta-agonistas?

Edema Agudo de Pulmão (EAP) e Diabetes Mellitus (DM).

9

Parto prematuro - tocólise

Contraindicação da indometacina?

> 32 semanas.

(aumenta chance de fechamento precoce de ducto arterioso → hipertensão pulmonar na criança)

10

Parto prematuro - tocólise

Contraindicações da nifedipina?

↓PA e ICC.

11

Parto prematuro - tocólise

Mecanismo de ação do atosiban?

Antagonista específico da ocitocina.

12

Parto prematuro - tocólise

Vantagens do atosiban? (3)

  1. Menos efeitos colaterais;
  2. Menor interferência em patologias de base;
  3. Sem contraindicações formais.

13

Parto prematuro - tocólise

Desvantagem do atosiban?

Custo elevado (ato$iban).

14

Parto prematuro - neuroproteção

Fármaco?

Sulfato de magnésio.

15

Parto prematuro - neuroproteção

Indicação?

Trabalho de parto prematuro (< 32 semanas).

16

Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO)

Ruptura antes do início do trabalho de parto.

17

Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO)

Diagnóstico padrão-ouro?

Exame especular.

18

Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO)

Métodos diagnósticos? (6)

  1. Exame especular;
  2. Teste de cristalização positivo;
  3. Presença de células orangiófilas;
  4. Teste da Nitrazina (↑pH);
  5. Amnisure positivo;
  6. USG com oligodramnia.

19

Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO)

Fatores avaliados para definir o tratamento?

Corioamnionite e idade gestacional.

20

RPMO - corioamnionite

Critérios diagnósticos?

Taxilar > 38ºC (obrigatório) + pelo menos 2 dos seguintes:

  1. Taquicardia materna ou fetal;
  2. LA fétido;
  3. Dor uterina;
  4. Leucocitose.

21

RPMO - corioamnionite

Conduta?

Parto.

22

RPMO

Conduta, se não há sinais de infecção?

  1. Entre 24-32 semanas: corticoide + ATB + magnésio.
  2. Se > 32 semanas: induzir parto.

23

Indução do parto

Indicações? (3)

  1. IG ≥ 42s;
  2. Corioamnionite;
  3. RPMO > 32-34s.

24

Indução do parto - índice de Bishop

Parâmetros? (5)

  1. Colo:
    1. Apagamento;
    2. Consistência;
    3. Dilatação;
    4. Posição;
  2. Altura da apresentação.

25

Indução do parto - índice de Bishop

Colo favorável? (5)

"Bishop bom é Bishop padrão AAAAA"

  1. Apagado - apagamento do colo;
  2. Amolecido - consistência do colo;
  3. Alargado/aberto - dilatação do colo;
  4. Anterior - posição do colo;
  5. Apresentação baixa (≥ 0).

26

Indução do parto

Valor do bishop que indica o uso de ocitonina?

Bishop > 9.

27

Indução do parto

Valor do bishop que indica o uso de misoprostol?

Bishop < 9.

28

Indução do parto

Contraindicação ao uso de misoprostol?

Presença de cicatriz uterina.

(cesárea ou cirurgias prévias)

29

Indução do parto

Método de Krause?

Preparo do colo uterino com sonda Foley.

30

Indução do parto

Indicação do método de Krause?

Se contraindicação ao misoprostol e Bishop < 9.

31

Estática fetal

Defina "Atitude".

Relação das partes fetais entre si.

32

Estática fetal

Defina "Situação".

Relação do maior eixo fetal com o maior eixo uterino.

(longitudinal é o mais comum)

 

33

Estática fetal

Defina "Posição".

Relação do dorso fetal com o abdômen materno.

34

Estática fetal

Defina "Apresentação".

Primeira parte fetal a descer na pelve.

35

Apresentação fetal

Tipos? (4)

  1. Cefálica (+ comum);
  2. Pélvica (partos prematuros);
  3. Córmica (situação transversa);
  4. Composta (pelvipodálica).

36

Quando ocorre apresentação fetal composta?

Quando há uma extremidade em prolapso ao lado da parte principal de apresentação fetal.

37

Marcador anatômico da apresentação cefálica fletida/occipital?

Fontanela posterior (lambda).

38

Marcador anatômico da apresentação cefálica defletida de 1º grau?

Fontanela anterior (bregma).

39

Marcador anatômico da apresentação cefálica defletida de 2º grau?

Base do nariz (glabela).

(cefálica defletida de 2º grau = de fronte)

40

Marcador anatômico da apresentação cefálica defletida de 3º grau?

Face (mento).

41

Quais as apresentações cefálicas da figura abaixo, com seus respectivos marcadores anatômicos (de "a" a "d")?

  1. Fletida - fontanela posterior (lambda);
  2. Defletida de 1o grau - fontanela anterior (bregma);
  3. Defletida de 2º grau - glabela;
  4. Defletida de 3º grau - face (mento).

42

Posição fetal

Parâmetros?

Relação entre pontos de referência da apresentação e da pelve materna (occipito + lado + posição/situação).

43

Manobras de Leopold

Objetivo do tempo?

Avaliar situação (palpação fundo uterino - com duas mãos e de frente para a paciente).

44

Manobras de Leopold

Objetivo do tempo?

Avaliar posição (palpação laterais uterinas - com duas mãos e de frente para a paciente).

45

Manobras de Leopold

Objetivo do tempo?

Avaliar apresentação (palpação suprapúbica - com uma única mão e de frente para a paciente).

46

Manobras de Leopold

Objetivo do tempo?

Avaliar insinuação ("encaixe na pelve" - com duas mãos e de costas para a paciente).

47

Manobras de Leopold

A situação é avaliada em qual tempo?

1º tempo (palpação do fundo uterino).

48

Manobras de Leopold

A posição é avaliada em qual tempo?

2º tempo (palpação laterais uterinas).

49

Manobras de Leopold

A apresentação é avaliada em qual tempo?

3º tempo (palpação suprapúbica).

50

Manobras de Leopold

A insinuação é avaliada em qual tempo?

4º tempo ("encaixe na pelve").

51

Diâmetros do estreito superior da pelve? (3)

  1. Conjugata vera anatômica;
  2. Conjugata vera obstétrica;
  3. Conjugata diagonalis.

52

Quais os referenciais anatômicos que demarcam a conjugata vera anatômica?

Borda superior da sínfise púbica → promontório sacral.

53

Quais os referenciais anatômicos que demarcam a conjugata vera obstétrica?

Borda interna da sínfise púbica → promontório sacral.

54

A conjugata vera __________ (anatômica/obstétrica) representa o menor diâmetro anteroposterior da pelve.

Obstétrica.

55

Quais os referenciais anatômicos que demarcam a conjugata diagonalis?

Borda inferior da sínfise púbica → promontório sacral.

56

Qual diâmetro anteroposterior da pelve pode ser mensurável ao exame físico?

Conjugata diagonalis.

(estima a conjugata obstétrica)

57

Como estimar a conjugata vera obstétrica?

Conjugata vera obstétrica = conjugata diagonalis - 1,5 cm.

58

Quais os referenciais anatômicos observados no estreito médio da pelve?

Espinhas isquiáticas (≅ 10cm).

59

Qual referencial anatômico delimita o plano 0 de DeLee?

Espinhas isquiáticas.

60

Qual diâmetro anteroposterior é observado no estreito inferior da pelve?

Conjugata exitus.

61

Quais referenciais anatômicos demarcam a conjugata exitus?

Borda inferior da sínfise púbica → cóccix.

62

Mecanismo do parto

Tempos principais? (4)

  1. Insinuação;
  2. Descida;
  3. Desprendimento;
  4. Restituição.

63

Mecanismo do parto

Tempos acessórios? (4)

  1. Flexão;
  2. Rotação interna;
  3. Deflexão;
  4. Desprendimento de espáduas.

64

insinuação é auxiliada por qual movimento da dinâmica fetal?

Flexão.

65

A descida é auxiliada por qual movimento da dinâmica fetal?

Rotação interna.

66

O desprendimento é auxiliado por qual movimento da dinâmica fetal?

Deflexão.

67

A restituição é auxiliada por qual movimento da dinâmica fetal?

Desprendimento de espáduas.

68

Sinclitismo

A sutura sagital está equidistante do pube e do sacro.

(sem inclinação lateral)

69

Assinclitismo posterior

Sutura sagital está mais próxima do pube.

"Posterior = mais próxima do Pube"

70

Assinclitismo anterior

Sutura sagital está mais próxima do sacro.

71

Qual a referência anatômica usamos para classificar o sinclitismo fetal? Método de correção?

  1. Parietal que desce primeiro no canal.
  2. Fórcipe de Kielland.

72

Qual o tipo mais comum de bacia/pelve feminina?

Ginecoide.

73

Qual o tipo mais raro de bacia/pelve feminina?

Platipeloide (achatada).

74

Qual o tipo mais favorável ao parto de bacia/pelve feminina?

Ginecoide.

75

Qual o tipo mais arredondado de bacia/pelve feminina?

Ginecoide.

76

Qual o tipo de bacia/pelve feminina em que o diâmetro transverso é muito maior do que o anteroposterior?

 

Platipeloide (achatada).

77

Qual o tipo de bacia/pelve feminina está mais associada a desproporção céfalo-pélvica e parada secundária da descida?

Platipeloide (achatada).

78

Qual o tipo de bacia/pelve feminina está mais associada a distócias e que tem forma de coração/triangular?

Androide.

79

Qual o tipo de bacia/pelve feminina tem o maior diâmetro anteroposterior?

Antropoide.

80

Partograma

Quando o registro começa?

Somente na fase ativa (trabalho de parto franco).

81

Partograma - fase ativa prolongada

Definição? Causa? Conduta?

  1. Dilatação < 1 cm/h.
  2. Discinesia uterina (hipocontratilidade uterina).
  3. Ocitocina (aumenta a intensidade e a frequência das contrações uterinas).

82

Partograma - parada secundária da dilatação

Definição? Causa? Conduta?

  1. Dilatação mantida em 2 horas.
  2. Desproporção céfalo-pélvica (DCP).
  3. Conduta:
    1. Sem contração: ocitocina EV ou analgesia;
    2. Com contração (DCP): cesariana.

83

Partograma - parada secundária da descida

Definição? Causa? Conduta?

  1. Período expulsivo com altura de descida mantida por 1 hora.
  2. Desproporção céfalo-pélvica (DCP).
  3. Conduta:
    1. Acima do plano 0: cesárea;
    2. Abaixo: fórceps.

84

Partograma - período pélvico prolongado

Definição? Causa? Conduta?

  1. Período expulsivo com descida lenta (mas não parou!).
  2. Contrações ineficientes.
  3. Fórceps (rotação ou para abreviar o período expulsivo – ex.: se o feto estiver em OP).

85

Partograma - parto taquitócico/precipitado

Definição? Causa?

  1.  Dilatação cervical e descida/expulsão do feto ocorrem em um período de 4 horas ou menos.
  2. Excesso de ocitocina/multíparas.

86

Fases clínicas do parto? (4)

  1. Período de dilatação (1ª fase);
  2. Período de expulsão (2ª fase);
  3. Terceiro período / secundamento (3ª fase);
  4. Quarto período / período de Greenberg (4ª fase).

87

Qual a 1a fase clínica do parto? Caracterize-a.

Dilatação progressiva do colo (2-3 cm), com contrações 2-3/10 min, rítmicas e regulares.

88

Como monitorar o BCF durante o trabalho de parto?

30/30 min durante dilatação e 15/15 min durante expulsão (antes, durante e após as contrações).

89

Qual a 2a fase clínica do parto?

Período expulsivo (nascimento).

90

Quando inicia e quando termina a 2a fase clínica do parto (período expulsivo)? Quando é anormal?

  1. Inicia após dilatação total (10 cm) e termina com a expulsão fetal.
  2. Anormal quando:
    1. > 1h em multípara;
    2. > 2h em primípara.

91

Manobra de Ritgen modificada

Proteção manual do períneo + apoio occipital.

92

Episiotomia

Tipos? (3)

  1. Mediana (perineotomia);
  2. Médio-lateral;
  3. Lateral (em desuso).

93

Episiotomia Mediana (perineotomia)

Cite 3 vantagens e 1 desvantagem.

  1. Vantagens:
    1. Menor lesão muscular, sangramento, dor;
    2. Pouca dispareunia residual;
    3. Reparo cirúrgico mais fácil.
  2. Maior risco de lesão retal.

94

Episiotomia Médio-Lateral

Cite 1 vantagem e 3 desvantagens.

  1. Menor risco de rotura de 3º e 4º.
  2. Desvantagens:
    1. ↑Dor;
    2. ↑Lesão muscular;
    3. ↑Sangramento.

(é a mais usada)

95

Qual a 3a fase clínica do parto?

Terceiro período ou secundamento ou dequitadura (saída da placenta).

96

Baudelocque-Schultze

Placenta sai com face fetal (+ comum) - sai primeiro a placenta e depois temos a hemorragia intensa.

97

Baudelocque-Duncan

Apresentação da face materna à dequitação placentária - placenta sai e sangra ao mesmo tempo.

98

Condutas e manobras auxiliares à saída da placenta? (4)

  1. 10 UI IM de ocitocina pós-expulsão fetal;
  2. Tração controlada do cordão;
  3. Manobra de Fabre;
  4. Manobra de Jacob-Dublin.

99

Manobra de Fabre

Tração controlada do cordão umbilical + palpação do fundo uterino em busca de movimentos (avaliar se placenta descolou - manobra do "pescador").

100

Manobra de Jacob-Dublin

No momento em que placenta sair → rodar no próprio eixo axial → ajuda a manter as membranas íntegras.

101

Qual a 4a fase clínica do parto?

Quarto período ou período de Greenberg (primeira hora após o secundamento).

102

Principais eventos que ocorrem na 4a fase clínica do parto (4º período / Greenberg)? (4)

  1. Miotamponagem;
  2. Trombotamponagem;
  3. Indiferença miouterina;
  4. Contração uterina fixa (ligaduras vivas de Pinard).

103

Trombotamponagem

Formação de trombos nos grandes vasos úteroplacentários que constituirão o hematoma intrauterino.

104

Miotamponagem

Ligadura dos vasos intramiometriais, principalmente do sítio placentário, pela musculatura uterina.